domingo, 15 de novembro de 2009

Sobre elas

Recebi esse Texto por email achei muito bacana! Espero que gostem também!
Qual mulher nunca teve:
* Um souti meio furado,
*Um primo meio tarado,
*Ou um amigo meio viado?
Qual mulher nunca tomou :
*Um fora de querer sumir,
*Um porre de cair (eu!)
*Ou um lexotan para dormir? (eu de novo!)
Qual mulher nunca sonhou :
*Com a sogra morta, estendida,
*Em ser muito feliz na vida
*Ou com uma lipo na barriga?
Qual mulher nunca pensou :
* Em dar fim numa panela,
*Jogar os filhos pela janela
*Ou que a culpa era toda dela?
Qual mulher nunca penou :
*Para ter a perna depilada,
*Para aturar uma empregada
*Ou para trabalhar menstruada?
Qual mulher nunca comeu :
*Uma caixa de Bis, por ansiedade, Uma alface, no almoço, por vaidade
*Ou, um canalha por saudade?
Qual mulher nunca apertou :
*O pé no sapato para caber,
*A barriga para emagrecer
*Ou um ursinho para não enlouquecer?
Qual mulher nunca jurou :
*Que não estava ao telefone,
*Que não pensa em silicone (Pra quê mais meu Deus!?)
*Que 'dele' não lembra nem o nome?

domingo, 8 de novembro de 2009

Me roubaram as palavras

Nada mais insuportável do que a sensação da palavra perdida na ponta da língua. Pelo menos eu tenho a sensação de que sou a última criatura do mundo, como se todas as palavras de uma vez invadissem a minha cabeça de uma vez só e eu simplesmente não conseguisse distinguir uma da outra.
A situação fica mais complicada quando se é jornalista, que na maioria das vezes, depende da palavra pra ganhar uns trocados. Caos total. Engraçado mesmo foi eu me descobrir com gagueira a essa altura do campeonato, bom, pelo menos é aquela gagueira nervosa, de ansiedade, nada que venha realmente prejudicar meu desempenho no trabalho ou na faculdade que já está quase perto do fim. Nessa de cumprir uma jornada múltipla durante a semana, estágio-faculdade-trabalho-projeto de extensão- projeto de pesquisa, quando chego em casa estou tão cansada que até pensar dá preguiça!
Ver que o tempo e a correria me roubaram as palavras me deixou preocupada. Gosto muito de escrever, principalmente aqui no blog onde me sinto inteiramente livre para dizer minhas tolices. Me senti sufocada várias vezes, chorei de angústia, de raiva de mim mesma, de medo, de tristeza, tudo por achar que me haviam roubado as palavras. Quantas vezes determinadas circunstâncias da vida nos furtam coisas que consideramos importantes? Muitas eu diria sem titubear. O que não posso é me permitir abater, enquanto der pra chorar eu vou chorar e muito, desde que eu tenha força suficiente para lavar o rosto e continuar caminhando.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

É tarde

Fintaram-se como não faziam há tanto tempo, olhares humedecidos e o peito urrando de dor mútua. Sabiam que jamais se olhariam dessa forma outra vez.
Dedos entrelaçados, ela sentiu a hora de partir como um soco forte no estômago. Engoliu seco. Tentou lembrar o que deu errado, mas era tarde demais.
- Preciso ir - disse ela
- Eu sei - respondeu ele
Silêncio.
- Sabe que eu te amo o mesmo tanto que te odeio não é? - perguntou ela
- Sei
- Adeus então... Creio que no mais só tenho isso a dizer.
Deu as costas, mas antes de partir tocou os próprios lábios em seguida os dele. Os sonhos cuidaram em realizar o que a matéria não fez.
é tarde.
(imagem: Helena Compadre)

domingo, 11 de outubro de 2009

Ser grande e pequeno

Em plena semana da criança eu poderia muito bem recomendar para meus leitores um filme infantil como "Up! altas aventuras" ou o "Tá chovendo hamburguer"; mas não, vou fazer melhor. Minha escolha essa semana é dedicada a todos que foram crianças comigo, Apenas o fim surpreendeu as próprias expectativas de Matheus Souza, diretor. Orçado em cerca de R$ 8 mil [parte desse dinheiro foi adquirido com uma rifa de um Wiske fajuto] garante boas risadas.
O filme inteiro foi rodado na PUC de São Paulo, conta a história de uma casal que está se separando por razões desconhecidas, um belo dia ela chega e diz que vai embora, pronto, simples assim. Ele entra em parafuso ao perceber que ela está falando sério, daí em diante começa uma série de diálogos entre os dois, as lembranças vem a tona pouco a pouco, alguns dos momentos mais divertidos do longa se passam numa estreita cama de solteiro.
O roteiro surpreende principalmente o público que viveu a infância na década de 90, o sentimento de catarse dessa geração está nitidamente impregnado na tela onde os personagens discutem sobre desenhos desenhos animados, programas infantis, brinquedos, bandas, enfim tudo o que povoava o nosso imaginário. De repente vem o baque, pelo menos em mim veio, meu Deus eu cresci mesmo! Inevitável o filme é muito próximo do expectador dessa geração.
A comédia romântica universitária brasileira [nossa quantos adjetivos!] tem Érika Mader e Gregório Duvivier interpretando brilhantemente o casal em crise, e por problemas financeiros seguiu a linha de trabalhos como "Antes do pôr-do-sol" e "Antes do amanhecer" mas não é enfadonho que esses dois.

sábado, 10 de outubro de 2009

Little Shine

Eu e o professor Rasta Müller dançando bolero na III Mostra de arte da UFAL

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Xis - tudo

"A gente leva da vida a vida que a gente leva"
Alguns trocadilhos me torram a paciência, mas esse em especial me veio a mente hoje enquanto conversava com alguns jornalistas lá do meu estágio. Fiquei surpresa ao descobrir a história de como alguns deles foram parar naquela redação, por onde andaram e o que faziam antes disso.
Ex-dentistas, ex-donos de bar, ex- estudantes de educação física, gente que começou a trabalhar no jornal com 14 anos de idade, surfistas, músicos; todos ali juntos trabalhando no mesmo lugar. Decidi aos 13 anos qual a faculdade que faria e não consigo me ver em outra profissão, por mais ingrata que seja algumas vezes. Ontem mesmo, na aula de fotojornalismo enquanto a professora mostrava a capa me arrepiei umas duas vezes ao perceber o teor da capa do dia 03/10/09. [se alguém achar favor me mandem!]
Fazer de tudo é problema, a vida não é um xis - tudo, dou graças por isso. Cada coisa tem seu tempo para acontecer, querer abraçar o mundo com as pernas só nos impede de perceber o quão saborosas algumas experiências podem ser isoladamente. Quando eu era uma pirralha xata que não comia verdura, o sanduíche mais nojento para mim era o tal do xis - tudo, só de imaginar aquele monte de coisa que eu odiava junta num mesmo prato me dava náuseas. Hoje conhecendo o sabor de cada um dos itens que o compõem, tornou-se uma refeição atraente, mas, que só se faz uma vez quando estou com muita fome e muita disposição para acabar com ela!
Entendeu?! A cada dia vejo que minha vida está se encaminhado para uma definição mais precisa, porém tenho de vivenciar muita coisa ainda até ter certeza de que vou ter boas histórias para contar aos meus netos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Como assim ser sério?

Finalmente depois de três anos na universidade me sinto uma estudante produtiva. Dois projetos de extensão, um programa na rádio livre que vai ao ar toda semana, estágio, dois jornais laboratórios, a militância estudantil não anda mais lá essas coisas, mas enfim sinto-me gente! Perceber que os caminhos estão se estreitando para o que realmente quero fazer pro resto da vida assusta um pouco, confesso, nunca me dei muito bem com essa história de crescer.
Sempre fui muito de rir, mas rir muito, sem pudor nenhum, creio que a pessoa não se diverte quando não ri direito, se é que tem um jeito certo para isso. Chega um momento na vida que a gente descobre que virar "gente grande" implica em tornar-se um pessoa séria, sisuda, sem muitos trimiliques, ou qualquer coisa do tipo para ser uma pessoa respeitada pelos colegas de trabalho e afins. Essa semana fui com a Nathália fazer umas fotos para uma entrevista com a jornalista Acássia Deliê, que será publicada no jornal laboratório no qual estamos trabalhando muito.
Eu já conhecia a Acássia, se não me engano, fiquei no lugar dela no estágio depois de sua formatura. Uma das coisas que ela falou durante a entrevista e que eu achei bacana, foi justamente falando sobre essa história de ser sério. Ser sério, principalmente no nosso meio [jornalismo] não significa tornar-se uma pessoa mau humorada, apenas tratar com responsabilidade o trabalho que lhe foi incumbido. Mas nem a Nathália, nem eu, que já a conhecia, pudemos deixar de escapar um: "Eu achava que você era tão séria!".
Gostei muito do papo que tivemos com ela, apesar de ter pego o bonde andando. As fotos ficaram bacanas, Acássia é bastante fotogênica. Dica de ouro que minha mãe vive me falando: "O sorriso é seu cartão de visitas, sorria sempre, o bom humor torna as coisas mais fáceis de tolerar." Falou a Drª Christiane Ribeiro, cirurgiã dentista e maior responsável pela minha saúde bucal!