terça-feira, 2 de agosto de 2011

Em dois lugares ao mesmo tempo

Por um breve instante, coisa breve mesmo, eu acreditei que voltar à Maceió seria a melhor coisa que me aconteceria nesses últimos seis meses. Sentir o cheiro da minha mãe, comer bobagens sem restrição na casa da minha avó, rever alguns poucos amigos, deitar no meu maravilhindo colchão de mola... E assim foi. Tal qual voltar ao paraíso, diga-se de passagem. Três dias depois eu já queria estar em Recife de novo. Vai entender!
A cama de repente ficou estranha; o guarda roupas quase vazio me dava poucas opções na hora de um passeio; as refeições saudáveis da minha mãe eram um banquete a parte... Mas lá no fundo, no fundo mesmo, escondinho, meio tímido, estava a minha vontade de continuar a minha vida em Recife, de estar por conta, de lutar pelos meus sonhos. Daí quando volto, quero estar em Maceió de novo. Vai entender!
A única solução que vi foi um vira tempo. Logo, não há solução. Isso de decidir o que se quer não é fácil, sempre fui meio avessa a mudanças, apegada à estabilidade, não a mesmice. Isso não! Mesmice acomoda, vicia, a mim incomoda. Muito. Sinto saudades de casa, sinto falta dos meus amigos, dos meus primos, das minhas raízes. Estou feliz por demais com o pouco que conquistei aqui, correndo atrás de coisas maiores, tentando voar mais alto. Mas convenhamos, nã há nada melhor nesse mundo do que saber que ainda se tem para onde voltar.

1 comentários:

Uma aprendiz de Frida. disse...

Texto bom. Cheio de muita verdade. Gosto do ritmo que suas palavras tem. Gostei de me achar nelas e esboçar um sorriso de surpresa pelas coincidências.
Solte as palavras!
(:

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