Ah que maravilhas residem no verbo coisar! Que doce deleite e encanto esse verbo intransitivo nos traz... Que mistérios inacreditáveis é capaz de esconder, pois no auge da falha lexical, eis que ele surge bravo e imponente: "Xi... coisô!" Aplicável a toda e qualquer circunstância, o verbo coisar quando substantivado varia semanticamente numa reflexão infinita. Simples como: aquela coisa; composto como o coisinha do coisa e até mesmo fazendo as vezes de próprio como o Senhor Coisa ou a dona Coisinha.
Na sintaxe quando o Senhor Coisa é o sujeito que pratica a ação de coisar o coisinha do coisa, na qual o predicado é pura e simplesmente deixar a dona Coisinha toda coisada de felicidade então nem se fala! No entanto, em discussões sobre a moral e a ética nos meios de comunicação, sobre a coisificação do ser em detrimento do ter o verbo coisar perde sua essência positiva e torna-se o vilão. O mesmo debulha-se em lágrimas todos os dias diante de tal acusação. Afinal de contas coisar é a lei da vida! A nossa força motriz, pois que nunca coisô antes, é fato, não é feliz!
Coisificar não deveria ser algo tão negativo, de forma alguma. É na empolgação, na avalanche das palavras mergulhas em pensamentos em turbilhão que nasce a satisfação de coisar, de dizer em alto e bom som: "Gente coisei! Como é mesmo o nome?!" Só então, depois de muito esforço o verbo titular toma seu posto. Não há contra indicações, advertências em fundo azul do ministério da saúde, limite de idade... NÃO! Coisar é bom! Deveria ser igual beber água, coisar deveria ser indicado pelo menos uns dois litros por dia.
A partir de então fica determinado: será declarado infeliz todo e qualquer ser humano que nunca coisô na vida; Sem identidade todo e qualquer ser humano que nunca foi chamado de "Seu/Dona coisa".
Coisem sem moderação.
2 comentários:
FILHA DAS MINHAS ENTRANHAS, POR ACASO ESSE LEYOUT É UMA EXPRESSÃO DE ALGUM ORIXÁ????? TÔ LIGADA
Não mãe sou eu mesmo! Um amigo desenhou rsrs saudades.
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