terça-feira, 13 de setembro de 2011

Leila Lopes "A" miss universo


Mais uma primeira negra a ser congratulada! Mas será mesmo? Quem me conhece sabe que sempre fui contra todo e qualquer tipo de concurso de beleza, que em sua maioria acabam conduzindo as campeãs ao prêmio master de Miss Universo. Ainda acho lamentável ver pessoas tentando criar esteriótipos capazes de conduzir o senso comum ao que ou não belo. 

No twiter comentários de todo o tipo, mas o que observo é muito mais do que uma eleição supérflua e sem valor. O mundo como um todo está sendo obrigado a rever os seus conceitos de beleza de agora em diante, o povo negro tem uma representante enquadrada dentro de um "espaço" antes somente ocupado por brancas. Todas lindas. E todas praticamente iguais também, do tipo feitas em série mesmo.

Desde a eleição do presidente Obama, finalmente, uma série de personagens negros têm emergido de forma positiva. No cinema a personagem Tiana do filme a Princesa e o Sapo da Disney, Thaís Araújo vivendo a primeira Helena negra, o maridão não deixa para menos, Lázaro Ramos interpretou esse ano o primeiro galã negro no horário nobre da TV globo. A revista Época deu destaque ao ineditismo realizado pelo ator, em pesquisa comprovou que 74% das pessoas entrevistadas se surpreenderam ao vê-lo encarnando um galã irresistível. Claro houve resistência e piadianhas de mau gosto durante todo o decorrer da novela.

Essa ascensão social dos negros e negras mundo à fora, digo e repito, vai muito além da capa e da coroa de uma miss universo, diga-se de passagem belíssima. Vejo uma barreira muito mais densa que o muro de Berlim caindo por terra pouco a pouco. Isso é maravilhoso! Mas não pára por aí. 

Ainda na revista Época, uma pesquisa mostra que essa transformação social começa na escola; além da recuperação da identidade racial, pessoas se reconhecendo enquanto negras, ter crescido consideravelmente de 1999 à 2009, o número de negros cursando o ensino superior passou de 7% para 28%. Em se tratando dos concluintes, o número cresceu de 2% para 5%. [dados do IBGE] Muito em breve as tão odiadas cotas não se farão mais necessárias.

Percebam, essa mobilidade na estrutura social está mudando de fato, a teledramaturgia já percebeu isso, não ignorou e espero que continue não ignorando. Quanto à Leila Lopes, tenho quase certeza que é muito mais que um rostinho bonito emoldurado para a posteridade.




1 comentários:

Lari Reis disse...

Acho concursos de beleza fúteis, mas gosto assim mesmo. Pode?

A Leila é realmente linda e eu fiquei muito feliz com o fato da vencedora ser negra. Quando eu era criancinha, no pré-escolar, vi um coleguinha negro sofrer muito preconceito e isso é uma coisa que me incomoda até hoje. Por isso, fiquei muito feliz com mais essa conquista. Espero que essa aceitação cresce para outros grupos que sofrem preconceitos nesse mundo.

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